lundi, avril 14, 2008

Atchin e Dengoso.

Poucas sensações na vida são tão prazerosas quanto a de um espirro. Que coisa maravilhosa! Aquele espirro que vem de dentro, você sente chegando aos poucos, e não dá pra segurar. Ou então aquela sequência interminável de curtos espirrinhos com barulhinho engraçado. Gente, aquilo é bom demais! Exalar os sentimentos! Aquilo é quase como uma paixão intrínseca que gente prescisa botar pra fora e, antes que você consiga pensar em evitá-lo, já foi! É rapido, completamente sensitível, é intenso, é poético..



... mas pode ser também uma rinite ou um resfriado.


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(Baseado em fatos reais)

_Atchin! Atchin! .. (30 milhões de vezes)

_Saúde! Mas você tá danada pra espirrar hein.. Assim vai acabar batendo um récorde!

_Hahaha.. aaa.. atchin! Desculpa! Deve ser esse ar condicionado que tá muito forte, e eu tenho rinite né, sei lá.. aaaaatchin.!

_Ih, eu sei como é que é.. minha irmã mais nova sofre disso também. Não pode o tempo mudar ou ficar em lugar que tenha muita poeira que quando começa não pára mais! Você toma algum remédio pra isso?

_Não.. quer dizer, as vezes, quando entro em crise mesmo, tomo um anti-alérgico, ou até mesmo uma coristina, o que estiver à mão serve. Fazia tempo que eu não espirrava assim..

_Deve tá com alergia a alguém dentro desse onibus.. hahaha.. Eu tive dengue ha pouco tempo, melhorei na semana passada, foi horrível..

_Imagino! Foi muito séria?? Nunca tive dengue, graças a Deus. Mas essa epidemia tá terrível.. muitos conhecidos meus tiveram ou estão com dengue..

_Séria foi, mas poderia ter sido pior. Não chegou a ser hemorrágica, foi a primeira vez que eu tive. Tomei soro e tudo! Ficar em casa de "folga" é que não chegou a ser ruim.. hahaha.. queria eu que tivesse sido por outros motivos, mas descansei pelo menos.

_Quem me dera se eles me dessem uns dias em casa por causa da minha rinite! ahahahaha..

(O homem que estava sentado ao lado dele levanta-se para dar lugar a ela se sentar).

_Pelo menos ela deu uma trégua! Acho que te curei, hein! auahaua...

_Eu sou Gisele.

_Rafael, prazer. Vai saltar aonde?

_Na São Clemente, perto do metrô, e você?

_Eu também vou ficar na São Clemente! Posso te acompanhar?

_Se eu não voltar a espirrar, será um prazer!


.. E viveram felizes, sem rinite e sem dengue, para sempre! :)

jeudi, mars 27, 2008

Passatempo.

Rapaaaz, tirei o dia pra fazer faxina!

Vassoura, pano, espanador, paciência. Até meu armário arrumei. Gaveta de calcinhas, blusas, shorts e saias. Casei cada par de meias certinho, pé com pé, e arrumei uma casa pra eles. Joguei tanta coisa fora! A papelada que já tinha vida própria e praticamente fazia comunidade alternativa num canto do meu quarto, foi toda organizada: útil, inútil; letras, RI; dá pra reaproveitar, vá já para o lixo. Arrumei as bolsas, os livros, as fotos. Até dancei um pouquinho. Isso aqui tava mesmo precisando de uma faxina. E me deu uma canseira! Fiquei suada! Até que..


...A internet finalmente voltou!


UFA! Pude parar de arrumar tudo só por passatempo! Joguei o que ainda não havia sido arrumado pra lá, sentei aqui e comecei a.. faxinar também (?)! Faxinei as fotos, as musicas, o bloco de notas..

E achei muita coisa interessante, que um dia escondi julgando ser lixo. Alguma delas, resolvi publicar aqui. Os textos abaixo são todos antigos. Não estranhe ao me ver falando de Ano novo e aniversário no mês de março, ou de antigos amores que nem eu lembrava mais o quão intensos haviam sido.

Não vá achando que tive um surto momentâneo de criatividade
e me destrambelhei a escrever.
Foi só falta do que fazer.

O principal (bem explicadinho).

Pouco importa quem eu fui (do verbo: não sou mais), não me interessa o que eu tinha (do verbo: foi passageiro e não durou), há coisas que ficam (do verbo: não foram - e jamais irão - embora) de cada suspiro que demos (do verbo: já deu e ainda vamos dar), de tudo o que a gente passa (do verbo: andar - e ainda vai passar), da marca que a gente deixa (do verbo: que marcam - e sempre deixará), e da cicatriz que a gente carrega (do verbo: sofrimento que levamos conosco a todo lugar), que valem mais do que qualquer coisa: são nossos PRINCIPIOS intraíveis que fazem de nós o que a gente realmente é.

Tão pequeninos, que nem sentimos eles entrarem em nossos corações.
Tão grandiosos, que nada jamais conseguirá passar por cima.

Acerto de contas.

Bom, chegou a hora. Senta ai, vamos colocar os pingos nos is, separar o que é de quem, esclarecer toda essa loucura. Seja franco, o que está acontecendo? Não, porque, na realidade, não há nada o que fingir, não há nada a esconder.. de pés no chão, nós dois sabemos muito bem que não há nada entre nós. Esse não-relacionamento que vai de brisa à ventania numa simples troca de olhares, é muito fluido, não dá pra pegar nas mãos. Cá entre nós, o que aqui é concreto?? A esta altura do campeonato, nem o chão onde piso - e perco quando voce chega - é. Não é real. Vamos, leve já o que é seu com você. Seu sorriso, seu olhar, o sol, e todas essas emoções que você trouxe debaixo do braço e me ofereceu em silêncio, que eu volto pra casa com as minhas desilusões, minhas decepções, e esse conto de fadas sem final feliz. Só mais uma histórinha, das minhas tantas, pra contar. Vamos, vamos logo desacreditar que essa seria a mais bonita. Vamos desacreditar em amor a primeira vista, vamos desacreditar no amor. Chega de conjugar o verbo no futuro do pretérito, o presente momento é esse, e é chuvoso. Vamos jurar por Deus que não foi maravilhoso, que não somos um só, que não nascemos um para o outro. Amanhã serão outras Anas, outras Marias, outras Paulas. Amanhã serão outros sorrisos bonitos, outras troca de olhares, outras surpresas, você não é a primeira nem a ultima vez que vou me apaixonar. Eu te inventei quando mais precisava, desinventarei sem maiores problemas. É isso, pode levantar. Você sabe onde é a porta da frente, por onde me invadiu, e é por lá que você deve sair, sem nem ter necessidade de leva-lo até lá. Pegue tudo isso e saia antes que minha lagrima caia na sua frente, ou que eu me arrependa de cada vogal dita até agora. Não vou falar mais nada.
Até mais. Ou até nunca mais.

Breve aparência.

Há quem viva de imagem.

Eu não. Eu vivo de algo mais, algo que nem todo mundo pode ver. Eu vivo de emoções, eu vivo de paixões, eu vivo de momentos. Vivo de erros e de acertos. Vivo apenas de tentativas. Numa eterna aventura errante onde cada segundo é unico, onde o passado não importa e o futuro não interessa. Vivo cada dia sem pressa, achando beleza até nas coisas que não parecem bonitas.

Há quem viva de imagem. tudo bem, eu respeito.

Só que ainda não aprendi a pintar quadros e fingir felicidade. E talvez nem deva aprender. Prefiro sair descabelada, mas demonstrar que aquele mafuá foi resultado de muita diversão. Prefiro deixar a lágrima escorrer do que engolir o choro, odeio sorriso amarelo. Eu vivo de algo mais do que imagens, ou do que os outros pensam de mim.
Eu vivo de emoções, paixões, momentos, onde cada segundo é unico, cada pessoa é especial, onde o passado não importa e o futuro não interessa. Eu sou o resultado da soma dos meus erros com os meus acertos, sem arrependimentos, tudo tem seu lado bom.
E sou sem vergonha mesmo.. não tenho vergonha de ser exatamente aquilo que eu sou, de sentir o que sinto, de pensar como penso, crer nas minhas crenças. E não acredito em nada que não venha do coração.

As fotos mais bonitas máquina nenhuma conseguiu captar, estão todas na minha cabeça. Porque ainda não inventaram câmera que fotografe além da sua tão breve aparência.

Mesmo assim ainda há quem penteie o cabelo pra tirar fotos..

O que vale mais?