jeudi, novembre 08, 2007

Com a bola toda.

É incrível o poder da auto-estima. Quando ela tá lá em cima, não tem pra ninguém: você é O(A) cara! Não há Brad Pitt ou Angelina Jolie que te supere. E quando ela está no dedão do pé... você é o pior dos seres humanos, consegue estar abaixo da linha da pobreza de espírito mais pobre que a dos meninos da Etiópia.

Há auto-estima em tudo na vida, isso é obvio. Até no setor financeiro que, mesmo se estiver na merda, pode ser facilmente resolvida, com um pouquinho de criatividade. Mas a criatividade só vem se.. a auto-estima te deixar ousar.

As mulheres que o digam (sou mulher, sei bem disso)! Nos dias poderosos do mês (que não são todos, por causa da maldita tpm), um esmalte vermelho, os pés no salto alto, escovão no cabelo, maquiagem e dress to kill, criam toda uma legião de homens babões por onde a gente passa. Esnoba-los então? Noooossa.. NADA melhor do que se sentir a mais gelada coca-cola do deserto de vez enquando! E esses dias nos são MEGA necessários, pra nos lembrar que estamos vivas - e podendo, pelo único fato de sermos mulheres - apesar de tudo. Agora, nos dias fossa (graças a maldita tpm, ou aos malditos homens na maioria das vezes), o que a gente mais quer é uma panela inteira de brigadeiro, e um clássico pró-depressão como "O Diário de Brigit Jones" por exemplo. Até curtir a fossa - quando bem aproveitada - é bom pra caramba. Tudo isso graças a oscilação da tal auto-estima.

Nunca fui uma garota de fazer virar pescoços masculinos, como a Juliana Paes. Muito pelo contrário. Baixinha, gordinha, nem sempre simpática (o que faz a auto-estima nem sempre estar no lugar certo), já passei poucas e boas nas mãos dela. São horas e horas insatisfeita com o espelho (ou seja, comigo mesma, pois o espelho nada mais é do que o meu reflexo) antes de sair de casa, mesmo pra ir pra faculdade. A pilha de roupas em cima da cama, o choro que "nada em mim fica bom", ou "to tãããão gorda", ou "meu cabelo é uma merda", e etc etc etc, já até cheguei ao ponto de falar para o meu pai comprar um espelho novo porque aquele estava com defeito. Ele sempre ri da minha cara quando isso acontece, e diz que "quando estamos insatisfeito com nós mesmos, nada fica bom". E, detesto ter que adimitir, mas ele tem toda razão. Até porque, quando minha auto estima tá nas alturas, eu invento roupas, invento moda, ouso qualquer coisa nova - e quase sempre é um sucesso.

Quando eu estava pra por o aparelho (nos dentes, sabe?) meu maior medo era a auto-estima sair correndo. Mas, contra isso, hoje mais do que nunca faço questão de passar em frente a obras, ou caminhoneiros: quanto mais fiu-fiu's eu ouço, mesmo de aparelho, melhor eu fico. Esse teste do peão e do operário é o melhor que há! O dia que você passar por eles e eles não mexerem com você, volte pra casa, amiga, pois alguma coisa de errado aí tem. Até agora, dois meses com o aparelho, minha tática vem dando certo. "Patinha feia hoje, Cisne daqui a dois anos".

A minha auto-estima financeira venho resolvendo aos poucos. Como não tenho tempo pra trabalhar, por causa das duas faculdades, comecei a vender a única coisa que uma gordinha que se prese sabe fazer bem gostoso: DOCES! Tudo, modéstia à parte, delicioso, e a preço de banana: 1 real! A variedade é ótima também, brigadeiros (branco, preto, branco e preto, e com pedacinhos de morango - castanhas a gosto do freguês), biscoitinhos e bombons. Não dá ÓÓÓ NOSSA O dinheiro, mas uns trocadinhos pro final de semana pelo menos eu tenho. Aos poucos, a auto-estima financeira vai ficando relativamente boa.

Mas não há exemplo melhor sobre a auto-estima do que os jogadores de futebol. Eles sim, são as maiores vítimas do incrível poder dela. Vide o exemplo do Botafogo: indiscutivelmente, o melhor time carioca que começou o ano. Podem vir os vascaínos, flamenguistas, tricolores, falar o que quiser, mas eles eram os melhores! O jogo emocionava! Era lindo ver o time jogando unido em campo, os gols de Dodô, a alegria do Cuca, aquela musiquinha da torcida, e tudo mais. O time estava com a bola toda! Mesmo perdendo o Estadual, mesmo não indo pra final da Copa do Brasil (graças a minha querida xará, Ana Paula, a bandeirinha mais bonita do mundo e, diga-se de passagem, sou realista ao ponto de afirmar que, se não fosse por ela, meu flusão não teria ganho a Copa do Brasil, e a gente não estaria respirando aliviado do jeito que estamos por já estar na Libertadores), mesmo com tudo de ruim que aconteceu, o time começou o brasileirão jogando bonito, esteve entre os primeiros (em primeiro até, se não me engano), até que... PLOFT! conseguiram fazer a auto-estima dos jogadores irem parar no chinelo (ou melhor, na chuteira).

Foi aquela invenção de dopping do Dodô? Foi olho grande?? Sei lá, não importa.. o fato é que, com a auto-estima baixa, o Botafogo não ganhava NADA! Nada mesmo, coitados.. era triste ver elezinhos indo embora do campo com mais uma derrota, dizendo "fazer o que, né?", os gols que não entravam, os juizes que "erravam", tudo conspirava contra eles. Culpa de quem????? Da tal auto-estima.

Minha vontade, de vez enquando, era entrar no vestiário deles - eu a do ra ri a, ui! - e tentar levantar-lhes a moral, sei lá, dar qualquer tipo de contribuição, nem que fosse um banho de arruda ou de pipoca pra melhorar a situação. Não o fiz, primeiro porque não sou botafoguense, porque não sei dar banho de arruda, e principalmente porque adoro cantar aquela musiquinha "NÃO GANHA NADA/ TIME DE CUZÃO/ FICA AI CHORANDO/ QUE ANO QUE VEM/ EU VOU PRO JAPÃO!!!". Se não, eu teria feito. Teria colocado a auto-estima deles no lugar onde devia estar. E eles teriam sido campeões do Campeonato Brasileiro ao invés do São Paulo.

Pelo menos, a umas rodadas atrás, eles se recuperaram, e fiquei feliz por eles. É bom que o Dodô volte a sorrir, para que deixe logo aquele time.

Mais uma prova que auto-estima TEM PODER!! E o dia que a sua estiver ruim, fale comigo, que eu consigo levanta-la num piscar de olhos! Nunca menosprese o que a sua auto-estima pode fazer por/de/com você, seja você homem, mulher, ou jogador de futebol. Lembre-se sempre: A Aninha (e os pedreiros) estão aí pra isso!

E uma ultima consideração: GRAÇAS A DEUS SOU TRICOLOR!















Notas:
- Ano que vem Dodô é nosso!!!! \o/

mercredi, octobre 10, 2007

Momento Tia Ana Pasquale

Como muitos já sabem (ou não), o português que a tia da alfabetização nos ensinou vai mudar. Serão alterações relativamente pequenas (cerca de 0,5 a 2% do vocabulário será modificado) comparado à imensidão que é o nosso idioma. E justamente por causa disso é que eu acho que essa reformulação da língua é, digamos assim, muito idiota.

Ou a CPLP (Comunidade dos Países de Lingua Portuguesa) está muito chateada com o fato de, no papel, ninguém se entender ou eles realmente não tinham mais nada pra fazer, só agora viram que o português é um só e resolveram unificar a gramática. Uma língua leva gerações e gerações para ser construida pelo senso comum de uma sociedade, se tornar identidade cultural e... e aí vem alguem e passa a borracha.

Ainda não tem uma data certa, mas a previsão é que, a partir do ano que vem, sejam implantadas as mudanças gramaticais na língua portuguesa, com a justificativa de aproximar os países que falam português (Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, São Tomé e Principe, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Timor Leste).

Tá, nesse ponto eu tenho que concordar: nós, brasileiros, raramente conseguimos entender e nos comunicar (SEM RIR) com um típico português. No Bennett, por exemplo, há um número considerável de angolanos e geralmente tenho que me esforçar bastante pra entender o que eles querem dizer. É meio que um absurdo, paises-irmãos com tantas coisas em comum sejam incapazes de "falar a mesma língua". Mas, sinceramente, não acho que tirar o acento da "idéia" vá resolver o problema.

As desculpas são justas, mas a solução é pouquíssimo prática, e este tema tem causado tanta discussão que só falta virar motivo para separação de casamento. Eu, que nem gosto de discutir, não poderia ficar de fora. Outro dia, no meio de uma aula nada(-)a(-)ver de Política Internacional, caimos no assunto e começou o bafafá. O professor defendia com unhas e dentes que a reforma é hiper(-)necessária, porque, embora o português seja a terceira língua ocidental mais falada no mundo, um gringo que mexa com assuntos internacionais tem que aprender um português de Portugal e o português brasileiro, assim como livros estrangeiros tem que ser traduzidos para as duas "línguas diferentes", e isso dá muito trabalho, corríamos até o risco de desaparecer enquanto língua internacional. (Tá, você deve estar se perguntando: "e eu com isso?") _"Não sei quanto a você, mas acontece que eu não estou nem um pouco afim de chamar fila de 'bicha' ou ter de ir à padaria comprar um 'cacetinho' ".

Estas mudanças serão apenas ortográficas e não vão dar tanta dor de cabeça assim. Dentre as várias alterações estão:



  • A extinção da trema (essa daí até dá pra agu(ü)entar... não precisa mais ter duvidas de quando usa-la ou não), e de alguns acentos diferenciais (a frase "pára de ser péla, porra!", por exemplo, virará "para de ser pela, porra!" e perderá completamente a emoção);
  • Não há mais "vôo" com "enjôo". O acento circunflexo em situações assim foi enterrado. Vovô morreu de desuso, e foi enterrado seu chapeuzinho junto.
  • Perde-se o hífem em certas situações, nem eu vou mais poder usa-lo. Nem o "contra(-/r)regra" (que agora é junto).
  • Depois de muita discussão infantil no "adoleta", finalmente o K Y e o W entram oficialmente para o alfabeto, que agora possui 26 membros.
  • "Idéia", "jibóia", "assembléia" e até mesmo o coitado do "Araribóia" perdem o acento.

Moral da Histo(ó)ria: Baboseira pura. "Coisa de português" mesmo. A gramática fica mais enxuta, mas na verdade nada muda: continuaremos sem nos entender com angolanos ou portugueses direito. Mal entendemos o sotaque nordestino. E os países da CPLP tem tanto analfabetismo que pouca gente vai ligar para esta reforma ortográfica. Não sei dos outros, não conheço ninguem de Cabo Verde ou Timor Leste mas imagino que a situação seja a mesma. E ainda nem tá tudo certo, porque países como Portugal, por exemplo, estão resistindo em ratificar o acordo para não perder o "c" antes de "acto" ou o "p" antes de "óptimo". O grande problema é que, daqui a uns 2 ou 3 anos, os textos do meu blog estarão com "cara de coisa do século passado"

Bom para as crianças de agora, que não sofrerão tanto (como eu sofrí na época) para decorar a gramática, e já podem hoje fazer uma prova de português inteira sem pôr acento em nada. Quando vier a nota baixa no resultado, podem argumentar dizendo que já estão se adequando às mudanças ortográficas de 2008, e preferem não fazer confusão. Duvido que a tia não vá rir e reconsiderar.

E, é claro, esta não é a primeira vez que a gramática da língua é reformulada desde que o "Latim pobre" de Portugal chegou aqui. Seria até estranho continuar chamando as pessoas de "vosmicê", e essas coisas. Eu é que não quero ser considerada "antiquada" aos 18 anos por me posicionar contra a maldita reforma (só porque vou ter que desaprender e reaprender tudo denovo) pelos meus professores e pessoas de quase 200 anos. Então, se unificar é necessário, que venham as mudanças!


(cá entre nós, ainda quero saber se vai dar para parar sem acento no pa(á)ra e como vai ficar a situação da lingu(ü)iça no açouge, mas tá tranqu(ü)ilo.. no final das contas, com ou sem trema, a consequ(ü)ência é a mesma).













Notas:
- É sério.. um dia a faculdade de Letras ainda vai me deixar (MAIS) louca!

- Inutilidade pública é comigo mesmo o/ hauhauah




lundi, octobre 01, 2007

A CARA DO ESTADO

Como se já não bastasse a precária situação da Universidade Do Estado do Rio de Janeiro, que só quem convive diretamente com os problemas cotidianos da instituição tem plena noção do que é não ter portas em suas salas, não ter ventilador, carteiras, giz, apagador, para não dizer também a falta de professores em determinadas matérias (enfim, não ter condições básicas para que seja dada aula regularmente), fora a questão de infra-estrutura, que vai desde falta de bebedouros, péssimo estado dos banheiros, a situação das rampas e do próprio prédio em si, que chega a ser visível até para aqueles que passam apressados pelos arredores do quarteirão, e sem contar com os absurdos que ocorrem lá que, vai desde greves a suicídios, no domingo a UERJ pegou fogo.

E pegou fogo mesmo, literalmente. Uma suposta fagulha de uma solda que caiu sobre papéis teria conseguido incendiar total ou parcialmente seis andares, destruindo principalmente as salas da reitoria e da sub-reitoria. Pelo menos é o que está sendo divulgado pela imprensa, antes da perícia indicar o que realmente pode ter causado o incidente.

Mas já faz algumas semanas que a UERJ vem pegando fogo. O clima de tensão vem aumentando desde que foi anunciado o corte de cerca de 35 milhões na verba destinada à instituição (como se este dinheiro fosse completamente desnecessário). Foram feitos alguns protestos e passeatas de pouca repercussão por parte dos alunos nessas ultimas semanas, e o boato de greve, embora muitos o desmintam, ainda existe. Para completar, começou agora a campanha eleitoral dos candidatos à reitoria da universidade. Cartazes e mais cartazes colorem aquele ambiente cinzento. E o buxixo incessante põe mais lenha na fogueira. E no domingo, a UERJ finalmente pegou fogo.

Sou uma dos 23 mil alunos matriculados na uerj, uma dos aproximadamente dois mil alunos do curso de letras, uma dos que tiveram a sorte (ou azar) de ter tirado boas notas no vestibular e ingressado na vida acadêmica no primeiro semestre de 2006, depositando lá as suas esperanças e sonhos de um futuro promissor. Afinal, não é todo mundo que consegue passar para a uerj e isso passa a ser um mérito na vida de qualquer um, não é mesmo? Mas essas esperanças e sonhos vão se desmantelando com o tempo e com a carga de realidade com a qual nos deparamos desde o primeiro dia que botamos os pés lá.

Mal entrei na faculdade, me deparei com uma greve de quase três meses, que não resultou em melhoria alguma, e de quebra ainda passei janeiro e o começo de fevereiro estudando.

Fico pensando naqueles que já estão a mais tempo do que eu nessa batalha para conseguir um diploma, o quanto de esforços que eles já não devem ter feito para continuar enchendo a boca para dizer que estuda em uma universidade pública, que tem um currículo renomado e os melhores professores do Estado.

Fico pensando naqueles que desistiram. Aqueles que, de tanto acreditar, acabaram perdendo a fé em órgãos do governo, e viram que foi perda de tempo tentar investir em um futuro melhor. Largaram a faculdade e foram fazer qualquer coisa que exigisse pouca qualificação por aí e sobreviver disso para sustentar a família.

Fico pensando naqueles que estão vivendo sob pressão e perdendo o sono para conseguir uma vaga numa universidade de grande porte, como a UERJ. Naqueles que não podem pagar por um ensino particular e depositam meses (e por que não anos?) Inteiros da sua adolescência estudando para, no final de quatro anos ou mais, ganhar um diploma de persistência como prêmio de consolação.

Fico pensando também se, de lá de cima, onde estão sentadas as pessoas que podem resolver esta situação, dá para ver e sentir tudo isso. Será que eles se importam? Será que o imposto pago pelos meros mortais do Rio de Janeiro está mesmo sendo convertido em melhorias para a população? O incêndio de domingo foi mais uma gota d'água que comprova que a resposta é não.

A UERJ é a cara do estado, é todo o descaso materializado em 12 andares de concreto, aonde faltam coisas que falta a todo cidadão que neste estado vive. Falta segurança, falta infra-estrutura, sobram burocracia e promessas de que tudo será resolvido. Domingo, a uerj pegou fogo, e espero que ela não tenha que explodir e desabar de vez para que o governo do estado veja que a nossa situação é urgente.

mardi, août 21, 2007

Sempre fui cinéfila.

E é vergonhoso, mas tenho que admitir que dificilmente um livro me prendia a atenção. Era muito raro. Mas ultimamente tenho preferido de longe um bom texto a um filminho com pipocas. E olha que não são poucos os filmes que tenho visto!

Dizem que o filme, para te agradar, depende muito mais do momento que você está vivendo que do roteirista ou do diretor do filme, além do mais, filme bom mesmo, é aquele que fica grudado na sua cabeça até você gostar de outro (igual paixão). Mas nem os filmes que eu já vi (e adorei - ou pelo menos tinha adorado) têm me chamado atenção.

Acabei de desligar o aparelho de dvd com "Um Beijo a Mais" (Last Kiss) dentro. Fiquei semanas para conseguir alugá-lo, e, pelo o que li da critica, tinha pensado ser o melhor filme de todos os tempos dessa semana. Engano meu. Detestei. Meu bonequinho viu e dormiu durante ele. Historinha chata, clichê, e com toda certeza, escrita por um homem. Mostra como o relacionamento estável é complicado (isso eu concordo), e como casinhos extra-oficiais (como prefiro chamar) são coisa de gente fraca e promiscua. Pelo menos esse é o ponto de vista do machista que escreveu. Mostra muito drama, muito sexo e muitas mulheres loucas. Tudo bem que mulheres são loucas (sou mulher, sei bem disso), mas homem sair como vítima até dos seus próprios atos, aí já é demais! Primeira vez que vejo isso. Muito neandertal, pro meu gosto, o roteirista desse filme, sem falar que ele já deve ter tido aaaltos problemas de relacionamento, e, após possivelmente ter chifrado muito a mulher dele, resolveu escrever uma auto-ajuda-biográfica (se é que isso existe). Pelo menos foi essa a impressão que o filme me passou.

Em compensação, em meio a minha falta do que fazer, esses dias achei um blog de um cara que se diz "jornalista, musico, e passa o dia tentando entender o que se passa na cabeça das mulheres". É do Felipe Machado (colunista do "Palavra de Homem", do jornal JT – não, também não sei que jornal é esse). Muito bom, por sinal. Esse cara sim é homem (ou pelo menos é o homem que os homens deveriam ser): bem humorado, bem resolvido, mesmo com tantas duvidas sobre tudo (como todo mundo, né?). Versátil a ponto de amar futebol mas conseguir falar de novela melhor que eu!

Quem me lê há um certo tempo sabe que sou fã da Martha (a Medeiros, que escreve o "Ela Disse" todo domingo na Revista do jornal O Globo), e a probabilidade de eu não gostar (ou não me identificar) com algum texto dela é, aproximadamente, de uma em um milhão. Ela é escritora, mãe, mulher, e vive no mesmo mundo que a gente. Minha opinião é bem parecida com a dela em vários pontos, quando a leio, parece que alguém escreveu por mim o que eu estava pensando. Mostra o mesmo lado da (minha) moeda.

Já o Felipe Machado não. Ele mostra um ponto de vista diferente, um ponto de vista que eu sempre quis, mas nunca vou ter: o lado masculino da coisa. Que mulher no mundo nunca quis entender a cabeça deles?? Lógico, há alguns textos do Felipe (quanta intimidade, hein?) Que, embora bem escritos e humorados, não bateram muito comigo. E que bom, se não eu já ia achar estranho.. (tiradinhainfamenúmero1). Homens e mulheres não precisam (e nunca vão) concordar em tudo. Ainda bem! Que graça teria se todo mundo pensasse como eu?? Achei até legal eu ter assistido àquele filme (porcaria), porque, no mínimo, é a opinião de alguém que não pensa mesmo igual a mim. E pelo o que parece, é a opinião de muita gente também (ou os críticos foram pagos para falar bem dele). Mas eu aposto que, nesse momento, alguém deve estar lendo o meu texto, e o odiando (se é que alguém lê meus textos, né). E vendo filmes, e odiando eles também. Não gostar de algo refina tanto o seu gosto quanto algo que te agrada.

Eu tenho é que aproveitar essa minha fase mais textual do que visual pra ver se (enquanto pseudo-estudante de letras) tomo vergonha na cara e começo a ler mais, pra tentar enfrentar os grandes clássicos da literatura sem medo, e dizer (pode ser até numa rodinha de conversa no bar) se eu gostei ou não, ou quem sabe procurar mais blogs interessantes no google (como o do Felipe), de perspectivas (adoro essa palavra) diferentes da minha, e escrever cada vez mais, ao invés de ficar imaginando como eu dirigiria o meu filme. Seria ótimo entrar de cabeça nessa de textos ao invés de filmes para (minha mãe vai adorar saber disso) parar de uma vez por todas de gastar dinheiro em locadoras antes que eu vá a falência (e aproveitar para começar a minha dieta: menos filmes, menos pipocas e balinhas de morder, menos quilinhos a mais! - tiradinhainfamenúmero2).

A propósito, alguém ta afim de ir no cinema comigo ver "Paris, Je T'aime" e "Os Simpsons"?















Notas:
- Acho que batí meu recorde (de pensamentos entre parênteses) atrapalhando o texto: 26 quebra-molas numa estradinha de 80 metros (ou 8 parágrafos). (Quando eu vou perder essa mania, hein?)

- Já que eu citei, não vou deixar de fazer a propaganda, né? Tudo o que é bom é pra se divulgar:
--- Martha Medeiros (querida Martinha):
Há varios sites com textos dela. Um deles é o
http://www.pensador.info/autor/Martha_Medeiros/
E há tantos textos que eu amo que não dá nem pra enumerá-los.

--- 5 dos meus textos preferidos do Felipe Machado:
"Isto ou aquilo?"
http://blog.estadao.com.br/blog/palavra/?title=ou_isto_ou_aquilo&more=1&c=1&tb=1&pb=1
"Meu primeiro dia dos pais"
http://blog.estadao.com.br/blog/palavra/?title=meu_primeiro_dia_dos_pais&more=1&c=1&tb=1&pb=1
"Irritando Felipe Machado" (HAHAHA PRA MIM É O MELHOR! e a parte que ele encontra a escova?? nossa.. SENSACIONAL!)
http://blog.estadao.com.br/blog/palavra/?title=irritando_felipe_machado&more=1&c=1&tb=1&pb=1
"Meu ídolo, Homer Simpson"
http://blog.estadao.com.br/blog/palavra/?title=meu_idolo_homer_simpson&more=1&c=1&tb=1&pb=1
"Vestidas para matar" (qualquer semelhança com a minha pessoa é mera coinscidência!)
http://blog.estadao.com.br/blog/palavra/?title=vestidas_para_matar&more=1&c=1&tb=1&pb=1
"Os vilões vão ao Paraíso" (concordo plenamente! hauhauah viva os vilões!)
http://blog.estadao.com.br/blog/palavra/?title=title_139&more=1&c=1&tb=1&pb=1

lundi, août 20, 2007

Gato Extraordinário.

Pensei mil vezes antes de escrever essa besteira. Até porque (embora eu considere um bom presente), nunca vi ninguém dar textos pra ninguém de aniversário. Mas, se tratando de mim (remetente) e de ti (destinatário), podemos prever que tudo é possível. Sinto-me no direito de inovar, se é que você não se importe. Hoje descobri que não há pessoa no mundo mais difícil de presentear do que você. E foi nisso que acordei pensando...
Afinal, o que dar ao Diego?

Entrei numa livraria. Diferente de todas as outras vezes que entrei numa livraria, não me senti minúscula diante de tantos monstros da literatura. Nem J. K. Rowling me assustou (e olha que ela me assusta!). Tentei pensar como você. O que Diego leria? Neruda, Fernando Pessoa, Mario Quintana, Darcy Ribeiro, Chico, Clarice Lispector, García Marques? Acho pouco pra você. Nem todos os Andrades da literatura, nem meu amado Vinícius de Moraes, nem Nelson. Não consegui achar ninguém que pudesse te surpreender. Desisti do livro a tempo - e ainda bem, né (Octávio te deu um livro com tantos nomes dentro, que qualquer um que eu desse não faria frente com o livro dele!).

Aí lembrei dos filmes. Deve ter algum filme no mundo que você não tenha visto! E lá fui eu tentar adivinhar: Stanley Kubrick, Roman Polanski, Pedro Almodóvar, Louis Malle, Woody Allen? O acervo de dvd que tem nas Lojas Americanas é muito pequeno perto do que imagino ter na sua casa (ou na sua memória). Desisti.

Blusas? Meias? Sabonetes? Não.. Minha criatividade é muito limitada perto da sua. E qualquer presentinho seria pouco perto da minha admiração por você.

Você, com suas tiradas sensacionais; com o sotaquezinho mais fofo do que o dos mineiros; com sua capacidade de imitar o inglês britânico (o francês, o espanhol, o árabe ou qualquer língua que exista, ainda que não saiba falar um mero "bom dia" em cada um desses idiomas); você que não sabe contar piada, mas arranca risadas até do Robert Garner - a pessoa menos rível da face da terra; você, e o jeito natural de conjugar o verbo no "tu"; a sua grande coragem de largar um paraíso tropical de verdade (São Luis - com s ou z? - do Maranhão) pelo "Paraíso Tropical" de Gilberto Braga; a sua grande paciência de trabalhar de escravo naquela farmácia; o jeito culto com ar de banal; o sorriso tímido e a carinha de criança com um grande homem dentro; você, e a segurança que você me passa, o colinho que você me dá, e a capacidade de me aturar bêbada; como você suporta a sua gastrite numa mesa de bar; você, que não é hollywoodiano, mas deixa uma legião de fãs por onde passa.. Você, definitivamente, não merece um perfume do Boticário.

É, Diego, aceite o fato: você não é daqui. Ainda tenho sérias dúvidas se você é realmente do Maranhão. Acredito que não seja mesmo! Você não é do Brasil, não cabe no planeta Terra.. Você é de outro mundo (e de outra época bem mais à frente da nossa - o mundo de onde veio todos os outros grandes nomes da história.. Você é parente do Miró?)! Devias mesmo era fazer faculdade de Relações Interdimensionais-cósmicas-planetárias extraordinárias, se isso existisse.

Deixo aqui relatado em papel e caneta (tela e teclado) o quanto eu sou feliz por conhecer um grande homem como você. Ainda que eu não tenha conseguido achar um presente à altura, embrulho esse humilde textículo em papel de presente colorido e laço de fita pra te dar. Espero que goste. Esse aqui tá sem nota fiscal, e, por causa da época de liquidação, não é possível efetuar uma devolução. A moça da loja foi quem me disse. Era uma baixinha, rechonchudinha, de olhos puxados (a chamavam de "Aninha", se não me engano) quem me deu as informações e a idéia. Tinha um copo de caipirinha lá, também. E corações num bolo de glacê gostoso. Algum louco cantava "Gatas Extraordinárias" ao fundo e dava estalinhos nela. E ele estava com a cabeça longe.. Numa terrinha que toca tambor-de-crioula, e não é Santa Teresa. Também me disseram alguma coisa sobre escovas de dente rosas, verdes, não sei direito.. E chubacas, e dormir ouvindo um cara tentar conversar em inglês. Falou alguma coisa sobre ótimos momentos, eram tantos que não consigo enumerá-los. Aí lembrei de você, meu nobre amigo. Guarde esse presente com carinho, na sua memória.

Parabéns por ser você, e feliz aniversário.















Notas:

- Deu pra perceber que eu garimpei seu orkut, né? UAHUAHUAH Não conheço nem metade dos autores e diretores que pus aí. Mas, orkut é o novo material de pesquisa da vida moderna.. além de ótimo fofoqueiro: conta TUDO!

- Sabonetes sim, qual o problema?? Não que você seja sujo, muito pelo contrário. É que eu já dei sabonetes de presente.. hauhauha.