mercredi, août 23, 2006

Há muito tempo

que a inspiraçao não toca a campainha aqui de casa. Há muito que a chamo, sem respostas, vou embora ou finjo que a tenho, na espectativa de que, assim, ela deixe cair o pano e volte.

A verdade é que andamos sempre atrás da inspiração - inspiraçao para isso, inspiraçao para aquilo - e depois, nao percebemos porque vai embora. Muitas vezes, passa num instante, em meros segundos e nem dá tempo de reagirmos como deve ser. É como se andasse na estrada e nós fossemos apenas um daqueles telefones publicos azuis para usar em caso de emergência.

Ficamos, ali, durante horas, só à espera da nossa hora.

como

explicar aquelas coisas que nem mesmo a gente entende?






"I wish I could touch you again
I wish I could still calling you friend..
I'd give anything
."

jeudi, août 17, 2006

"quem é essa mulher

que canta sempre o estribilho
só queria embalar meu filho."


é um filme realmente surpreendente, daqueles que te fazem sair perplexa da sala de cinema.
mostra com clareza as torturas, mortes, injustiças, e principalmente a indignação e o amor de uma mãe, que só queria saber onde estava o filho, vivo ou morto, mas nunca o encontrou.
além de sonhos e realidade, o filme fala sobre a diferença entre aqueles que se omitem e aqueles que lutam por um ideal, fazem acontecer, desejam transformar o mundo num lugar melhor e mais justo.
o que mais me tocou é que dá pra sentir a dor dela, por saber que não é ficção e que era muito comum casos como este na época da ditadura.


quem tiver a oportunidade e o interesse de assistir, vale a pena.
o Brasil tambem pode e FAZ filmes de qualidade, deêm valor ao produto nacional e chega de preconceito.

"é que as vezes a realidade é maior que o sonho" (stuart)

"você queria mudar o mundo, eu só queria mudar a minha vida" (zuzu)



(para saber mais: http://wwws.br.warnerbros.com/zuzuangel/ - sobre o filme - quem foi zuzu angel)

mardi, août 15, 2006

será que

quando eu crescer eu vou perder ou esquecer dos sonhos que eu tenho hoje?

eu estava observando o quanto as pessoas endurecem ao longo do tempo. deixam de lado os sonhos e planos de criança para dar lugar à coisas "mais importantes": pagar contas, cuidar dos filhos, da casa, deixar de viajar para o mundo se não perde o emprego, deixar de doar a quem necessita se não falta em casa, esquecer de olhar pro lado de fora da janela do onibus com medo de ser assaltado, abrir mão dos sonhos e viver a realidade do mundo cotidiano.
me dá arrepio só de pensar nisso.
hoje o mundo nos faz funcionar a 180 rpm, sem nos dar ao luxo de parar, enquanto deviamos mesmo é girar a 30.
será que eu vou mesmo ser o que eu tanto desejo ser quando eu crescer?

lundi, août 14, 2006

"Meu objetivo na vida é ser medíocre".

"A princípio, isso me causou uma certa estranheza. Depois, entendi o que ele estava dizendo. Do mesmo jeito que ter um carro importado, uma casa na praia, um monte de dinheiro no banco não faz o menor sentido para mim (não estou dizendo que seja bom ou ruim, simplesmente, essas coisas não me interessam, não me tocam) também não quero ser (e eu fico até envergonhada de escrever isso aqui) um fenômeno das letrinhas. Hahaha, agora, não pude evitar a risada. Isso não me toca. Isso também não me diz nada. Quando eu digo que a minha vida é escrever, é isso mesmo. Mas poderia ser varrer as ruas. Eu só escrevo porque escrever é o que eu sei fazer de melhor. (E olha que a minha maior paixão sempre foi a dança). Mas se fosse varrer as ruas, seria varrer as ruas, oras... E seria tão bonito quanto! Porque eu não quero (juro!) ser melhor do que a maioria. Eu quero oferecer o melhor de mim para o mundo. Isso é ser medíocre. Isso é estar entre todos. Eu sinto uma forte sensação de enlace, de unidade com as pessoas e o planeta. Eu não quero me sentir especial. É o contrário. Eu quero me sentir parte. É por isso que eu escrevo. Para ser medíocre. "

(Rita Apoena sabe das coisas..)
Para conhecer mais sobre a autora: http://ritaapoena.zip.net/